quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Tremor Exagerado - 5a Parte

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“Não... De forma alguma. Realmente o cigarro não faz bem, assim como a cafeína em excesso – e não é só o café que contem essa substância...”

“Mas eu só gosto de café...” Responde Ian ao psiquiatra.

“Sim, mas como dizia, a Epilepsia não é uma doença, segundo alguns estudos, que se adquire durante a vida, mas é resultante de fatores congênitos. De alguma forma se manifesta mediante uma espécie de gatilho. Por isso, Ian, recomendo a terapia com psicólogo ou psicanalista, além da medicação que estou te passando, é claro.”

A descrição do estado atual de saúde não agrada ao rapaz. Ele se indaga: “Quem é esse homem, que pensa que pode me conhecer tanto assim? Mas de alguma forma tem razão, pois de onde viriam tantos tremores estranhos?” E continua a escutar a exposição.

Os minutos se passam, Ian se dirige com Perla à farmácia para adquirir o medicamento. Arnaldo foi cuidadosamente convidado a não se juntar a eles, sob o pedido do enfermo.

Ian não pensava em outra coisa, senão em explorar o novo universo que se abria. Interessava-se sobre o doente mental como não havia feito antes. E já imaginava novas formas e cores para compor.

Após a farmácia e tomar a medicação sob os cuidados de Perla, Ian se dirige com a amiga para o Ateliê.

Ao chegar ele a agradece. Ela o olha tenramente. Eles não compreendem muito bem o que se passa. De repente a amizade tomava um rumo diferente. Um carinho superior nascia entre os dois. Interessante, pois Ian não se sentia querido por alguém há muito tempo. Desde que aos oito anos de idade perdera a mãe.

Se sente invadido e deixa acontecer a invasão. Perla o beija no rosto. Ian escorrega os lábios para os dela. E o amor flui com naturalidade. Quando percebem estão atônitos com o que aconteceu. Uma transa singela, doce, mas ao mesmo tempo vigorosa e quente.

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