quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Deixe à Paulo o que é de Paulo

Coelho
Gato
Pato

Cansei de ver o mundo em cores rasas e escassas
Cansei de ver pelos olhos da fechadura
Um tiro que sai pela culatra

Querem me atingir
E ferem a própria mão
Riso e escárnio de mim
Piada de mau gosto

Deixe-os
Servem pratos de dor e assim
Assam seus sabores podres

Deixe os vampiros assim
Onde merecem


E voe como um anjo

Miséria aos Miseráveis

Não
Ninguém vai me dizer como me sentir
Não
Ninguém vai me dizer que foi amor
A verdade aflora
O ódio vira escudo de defesa
E arma negra da vingança toma cor

Quanto tempo perdido
Quantas migalhas desperdiçadas

Os porcos brincam com pérolas
Gostam de cadáveres
E não sabem ver o por-do-sol

A eles agora jogo o veneno da discórdia
E sua carne apodrecerá no esgoto

Dai aos porcos o que lhes é precioso
E seja preciso em amar
Quem realmente for merecedor

O mundo ri da sua miséria
E pra isso não seja misericordioso
Deixe essa tarefa aos elevados

E entenda de vez a sua dor 


quarta-feira, 12 de março de 2014

Convocação



Criaram bestas feras
Fizeram-lhes colher esmolas
Depois...
Alistaram seus exércitos
Convocaram suas tropas

No final tudo dá certo
Se não houve troca

Trocam sim, informações sigilosas
Espalham?
... A mentira morta

Deixam centenas boquiabertas
Sem que se faça prova

No final tudo dá certo
São só joias jogadas fora
Aos porcos da guerra
Aos confins da mediocridade

Das mazelas humanas

domingo, 17 de novembro de 2013

Os Irmãos Siameses

Eram dois irmãos que viviam juntos. Sempre compartilhavam os mesmos sentimentos. Viviam sua idade de ouro: 10 anos.

O mundo respirava sua aurora. Viva um momento de início de novo tempo. Onde o bem e o mal conviviam pacificamente, um resultado do encontro natural inspirado na criação.

Um se chamava Lao. O outro José.

Lao achava-se bem em qualquer lugar. Deliciando-se com a natureza bela que o cercava.

José, sempre precisava encontrar seu conforto em um lugar seguro. Criando sua casa, jardim ócio.

Por exemplo. Enquanto Lao se limitava a colocar cada coisa da natureza em seu lugar, criando uma espécie de harmonia indireta; pois bem, José destruía o que existia e a partir disso criava seu próprio universo harmônico.

Nesta senda, continuando; se Lao achava um caminho para chegar a uma bela cachoeira, José queria adiantar o curso, construindo pontes de madeira e passagens na picada.


Mas um dia algo os separou. Os dividiu e isso, a todos os vizinhos indignou. José queria acertar o curso d’água de forma que a cachoeira deixasse de existir, e levando-o para dentro de sua casa, para limpar vasilhas de alimentos e panelas...

Lao, indignado, interpelou seu irmão de alma. Dizendo que bastava pegar um curso abaixo da cachoeira. José argumentou: “Assim não aproveito a queda d’água e preciso de um moinho e bomba para empurra-lo até a casa”.

Lao, contradisse: “Gosta tanto de construir, que custa mais um moinho e bomba?”

José não disse nada.

A Paz perdurou até que novo fato acontecesse. Uma bela moça da cidade chegou. Dizendo que aquela região era muito bela e deveria ser dividida.

Seu nome era Minerva e assim se apresentou.

José, coçou a barba, os anos passaram e ele então já estava aos 28. Lao, como tal, se alegrou em saber que novos amigos ao lugar se juntariam e um grande banquete sugeriu como recepção. Afinal os viajantes estariam cansados e mereciam atenção.

Com o banquete finalizado, Lao, José e Minerva, aguardaram os novos amigos ao lado da bela cachoeira que iluminava aquele paraíso de sol.

Aquela quantidade de gente se saciou com as frutas nativas de Lao, deliciosamente regadas com mel e as caças de José temperadas com ervas e limão.

O banquete, porém, não foi suficiente, a gente se sentiu mal e foi embora. Deixaram o lugar sujo e pisoteado e não deram aos anfitriões a menor ajuda.

Lao e José se sentiram mal também, e Minerva ficou ali se perguntando o que poderia fazer para evitar um novo aborrecimento.

A José pediu cimento, madeira e cordas, aos dois deu uma solução.

“Enfeitar a bela cachoeira, Lao. José, construir piso de madeira, batentes, escadas e corrimões, vamos proteger o lugar para novos visitantes.”

“Sinto muito” – Disse José. “Já está na hora de transformar a bela cachoeira em meu lugar de limpar louças e vasilhas”.

Lao não se opôs como antes.

Minerva atenta procurou Lao mais tarde.

Disse que deveriam manter a cachoeira, eliminar José e receber novos visitantes.

Indignado, Lao se calou e disse que voltaria depois com uma resposta.

No dia em que José começou a modificar o curso d’água, Lao apareceu e disse que nada seria feito, até que ele resolvesse o que seria certo.

José não lhe deu ouvidos.

Lao com um grito se opôs.

A Paz acabou.

Os dois mancharam de sangue o lugar que tanto amavam. Os dois abraçados e mortos num sepulcro que lhes separou.

Minerva que a tudo assistiu trouxe novos visitantes. Construíram ali um hotel. A cachoeira preservou.

Teve dois filhos gêmeos de Lao, um se chamaria Abel, o outro Araão.

sábado, 9 de novembro de 2013

Um Homem na Platéia


Vibração
Pulso
Suor
Punho
Cabelos estirados
Tablado
Treme tenso
Enquanto penso
Ela está dominada
Por outro mesmo
Por outro lado
Pelo acaso
Medo?
Não tenho
Tenho ao meu lado
Outra noite
Outro palco
Quantos anos têm?
Não danço
Isso não faço!
Não sou um dançarino

Não permito o caos

terça-feira, 5 de novembro de 2013

No Esquecimento


Sinto a solidão
Tamanha
Que nem a luz poderia preencher minha alma

Pego o gelo e na ponta dos dedos
Sinto o calor da ausência
Sinto ferver o nada

Tenho no coração a tristeza
Dos amores esquecidos
Dos beijos perdidos
Das noites em claro

Nem a manhã
Nem o orvalho
Nem a lua
Poderá me fazer sorrir

Pois a um poeta esquecido
Só as letras acalmam

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Lógica da Função Social da Existência

Chamo isso de postagem-bomba

Acham que a lógica é imparcial?

Epa, a lógica é um argumento convincente... Só... Vou provar.

Aí está uma foto que explica o texto a seguir.

Como direcionar um objetivo?

Seja convincente.

O preâmbulo da Constituição da República Federativa Brasileira assume que o texto é cristão. Ele no conteúdo roga aos seus cidadãos respeito pelas diferenças, mas no início pede a bênção do Deus dos Cristãos.

É complexo e é uma falácia.

Veja só.

Nós como cidadãos não devemos emprestar dinheiro a juros, por conta das restrições legais. É preciso um longo extenso procedimento administrativo e jurídico, numa burocracia a organização política invejável para a façanha.

Também não o devemos fazer por questões morais como cristãos.

Legal né?

Bom, agora preciso fazer valer minhas ideias e alcançar destaque social. Por que, digamos, que simplesmente minhas ideias fazem parte de um contexto histórico e social em benefício da própria sociedade em que me encontro.

Não basta. Preciso de recursos para operar a construção de ideias. Onde vou? Bancos, patrocínios.

Tenho força política? Não. Tenho força social? Não.

Vou pedir bênçãos ao meu Deus Cristão e Libertário, tão respeitoso com as religiões?
Não basta.

Preciso pedir bênçãos para os donos do poder político e econômico.

E o faço. Numa boa, vai por mim... Até eles precisam das minhas ideias.

Long Live to Rock N Roll, baby.

E seja o que Deus, ou quem for, quiser.