Tá certo, este deveria ser um blog sobre minha música e aqueles que admiro.
Mas desde há muito venho tentando me formar na cadeira jurídica.
Frustradamente fui acometido por uma disfunção psiquiátrica e pra me curar usei muito o estudo da música.
Retomando agora os estudos de direito, me vem o futuro e nele talvez a possibilidade de dar aula.
Esse texto me veio como uma palestra sobre o que vem a ser o Direito. Como se eu estivesse dando uma aula de Introdução ao Estudo do Direito.
Segue:
"Caros colegas.
Podem me perguntar o porquê do 'colegas'...
Respondo. Como vocês, eu também sou um estudante de direito.
Ninguém se forma. Isso é um pre-requisito arcaico que não passa de uma criação para forjar um mercado de profissionais.
Todo mundo muda. Isso sim. E muito. E constantemente.
Existem na minha opinião, três tipos de profissionais do Direito. Ou seja, três tipos arquétipos de seres humanos que trabalham com o Direito. Sobrevivem, vivem deste labor.
O primeiro é aquele que engana, não sabe o que fala, finje que sabe, e acaba se embananando. Este tipo fracassa. Ou se traveste de profissional com o fim de subtrair dos outros sem oferecer nada em troca.
O segundo é aquele que defende um ponto de vista muito fixo. Sabe o que fala, estuda, provoca e luta para defender os interesses seus e daqueles que o acompanham, ou ele mesmo acompanha.
O último - e que mais gosto - é com certeza o mais belo. Nunca diz saber algo, estuda, escuta, observa, interpreta, usa a analogia da mente.
Não necessariamente esses tipos podem ser identificados separados, mas mais comumente em conjunto em um só indivíduo. Que transita pelos arquétipos com velocidade. As vezes, indivíduos se fixam em apenas um.
Interessante é perceber, que estudar, conhecer não necessariamente vem ao encontro de ser, de saber.
Cada coisa no seu lugar.
Vou adentrar em outro assunto para concluir.
O direito é ciência. E como ciência não é estática e sim relativa. Qual lei científica não pode ser questionada? Nenhuma. Basta que você queira questioná-la e que para isso a conheça a fundo.
O direito é por natureza, uma ciência social. Isso significa que um homem apenas não pode mudá-la. Na grande maioria dos casos, grandes comunidades a cria. Cria suas fontes, seu processamento, sua aplicação.
Sendo algo mutável e da massa, da maioria, o Direito é portanto ciência política.
Dentro desse campo, aqueles arquétipos escolhem sua atuação.
Quem sairá vencedor?
Aquele arquétipo primeiro, que perjura falsidade e age em má índole?
Ou;
Aquele que age de forma coerente com os princípios que estabeleceu e agrega muitos outros comuns ao redor?
Ou;
Aquele que espera, observa, não toma decisões rápidas e vai acumulando experiência?
É possível deste contexto observar o seguinte.
Não existem posições certas.
Apenas existem posições.
Não existe nada definido, apenas existem mutações constantes que são fruto da percepção de grandes comunidades, poderosas ou não, ricas ou pobres.
Observe o mundo. E entenderá esta reflexão.
Depois faça a seguinte pergunta a si mesmo...
O que quer estudando Direito?"
Boa aula para se iniciar um curso desses...
Queria ter tido uma dessa.
Talvez eu a ministre.
Boa tarde, leitor oculto.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Carta à tecnologia.

Você, com sua era digital, reprime nossas virtudes, tira de nossos corações o sublime espírito crítico ao anunciar o fim, ou a decadência ao menos, da mão humana enquanto artesã.
Substituí o formato pinça que se alia a caneta, à primitiva digital do polegar em uma mensagem no celular...
A arte, assim, se esvai. Sai de uma frenética opção emocional ao seu arremedo cético e técnico.
A verdadeira face humana, a mesma que é capaz de lutar por ideais, agora se sujeita à sua malícia de imitar autoridades "majestosas" num saber inócuo que, na realidade, nada sabe. Só procura incorporar conhecimento como uma imobiliária a crescer.
O saber é diverso. Ama também, nada apreender.
Salve a filosofia!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Quando toquei o meu ser pela primeira vez, utilizando o processo Ho'oponopono.
Quando toquei o meu ser pela primeira vez, utilizando o processo Ho'oponopono.
Goiânia, 28 de setembro de 2009.
Fui um garoto rebelde. Guiado pela raiva e consequente tortura pessoal diante a tristeza e miséria do mundo.
Deixei toda essa miséria e tristeza me invadir, como se fossem as únicas coisas que realmente importassem.
Não entendia porque nem como.
Sentia que algo deveria ser curado neste mundo.
Senti que havia algo muito doente. E assim sendo, passei a ser doente. Viciado em drogas, especialmente álcool e cigarro que são drogas de fácil acesso, passei a enfrentar uma série de dificuldades que resultaram em um diagnóstico precoce de Esquizofrenia.
Diante da doença me senti impotente. Mas por outro lado abraçado por alguma graça divina que se expressou mais fortemente no meu tratamento psiquiátrico e posteriormente psicoterapeutico.
Este último veio a se desenvolver mais tarde com o nascimento de minha filha.
Usei no "combate" à doença: acunpuntura e shiatsu; core energetics; constelação famililar; yoga e mais recentemente o processo conhecido como Ho'oponopono.
Francamente divulgado na internet pelo site: www.hooponopono.com.br o processo consiste em abraçar suas dores e os reflexos delas no mundo externo. Trasmutando seu ser, você "alivia" essas dores no mundo externo, tanto físico como espiritual.
O poder do processo é desconhecido como um todo. Mas sua linguagem é atrativa e leva a estados de êxtase em relação a si e ao Universo externo.
Ainda sou novo na prática. Mas gostaria de registrar e futuramente compartilhar esta experiência única.
O garoto rebelde de que falei é um espelho do amor ao próximo e da dificuldade de se trabalhar esse amor.
Assim como o amor liberta, ele pode prender.
Sim. Essa assertiva é bem conhecida.
No caso, o amor imaturo do jovem pelo mundo representa a fuga de si mesmo. O jovem aponta nas mazelas alheias sua insatisfação consigo mesmo.
Na medida que enxerga sua impotência adoece.
Se a doença pode matar, ela pode transformar um ser pela cura.
No caso a cura passa pela adoção de si mesmo.
Durante a prática do Ho'oponopono adotei a visão de tratamento deste "jovem" interno.
E lhe disse: "EU TE AMO".
Em seguida a imagem dele se acalmou e o abracei.
E lhe disse: "SINTO MUITO".
E chorei com ele...
E lhe disse: "EU TE PERDOÔ".
Libertando nossas almas de qualquer rancor recíproco.
Por fim: "SOU GRATO!"
Porque aprendi muito com este garoto e espero que o aprendizado seja recíproco. Ele, o garoto, comigo.
Visitem o site e entenderão melhor!
Graças a todos!
Amor infinto!
Goiânia, 28 de setembro de 2009.
Fui um garoto rebelde. Guiado pela raiva e consequente tortura pessoal diante a tristeza e miséria do mundo.
Deixei toda essa miséria e tristeza me invadir, como se fossem as únicas coisas que realmente importassem.
Não entendia porque nem como.
Sentia que algo deveria ser curado neste mundo.
Senti que havia algo muito doente. E assim sendo, passei a ser doente. Viciado em drogas, especialmente álcool e cigarro que são drogas de fácil acesso, passei a enfrentar uma série de dificuldades que resultaram em um diagnóstico precoce de Esquizofrenia.
Diante da doença me senti impotente. Mas por outro lado abraçado por alguma graça divina que se expressou mais fortemente no meu tratamento psiquiátrico e posteriormente psicoterapeutico.
Este último veio a se desenvolver mais tarde com o nascimento de minha filha.
Usei no "combate" à doença: acunpuntura e shiatsu; core energetics; constelação famililar; yoga e mais recentemente o processo conhecido como Ho'oponopono.
Francamente divulgado na internet pelo site: www.hooponopono.com.br o processo consiste em abraçar suas dores e os reflexos delas no mundo externo. Trasmutando seu ser, você "alivia" essas dores no mundo externo, tanto físico como espiritual.
O poder do processo é desconhecido como um todo. Mas sua linguagem é atrativa e leva a estados de êxtase em relação a si e ao Universo externo.
Ainda sou novo na prática. Mas gostaria de registrar e futuramente compartilhar esta experiência única.
O garoto rebelde de que falei é um espelho do amor ao próximo e da dificuldade de se trabalhar esse amor.
Assim como o amor liberta, ele pode prender.
Sim. Essa assertiva é bem conhecida.
No caso, o amor imaturo do jovem pelo mundo representa a fuga de si mesmo. O jovem aponta nas mazelas alheias sua insatisfação consigo mesmo.
Na medida que enxerga sua impotência adoece.
Se a doença pode matar, ela pode transformar um ser pela cura.
No caso a cura passa pela adoção de si mesmo.
Durante a prática do Ho'oponopono adotei a visão de tratamento deste "jovem" interno.
E lhe disse: "EU TE AMO".
Em seguida a imagem dele se acalmou e o abracei.
E lhe disse: "SINTO MUITO".
E chorei com ele...
E lhe disse: "EU TE PERDOÔ".
Libertando nossas almas de qualquer rancor recíproco.
Por fim: "SOU GRATO!"
Porque aprendi muito com este garoto e espero que o aprendizado seja recíproco. Ele, o garoto, comigo.
Visitem o site e entenderão melhor!
Graças a todos!
Amor infinto!
domingo, 9 de agosto de 2009
Ser Pai
Um dia me perguntaram:
“Que acha de ser pai?”
Respondi indagando
“Não sei... O que é?”
Então um velho sábio me falou:
“É não ter a pretensão de ser...
Ser pai é lançar uma semente no mundo
Cuidar para que ela germine, cresça e floresça
É ser arco da flecha que a Vida lança
Por ser pai, não se compreende, ser
Mas sim estar
Porque será apenas a lança empunhada pelo divino universo
O escudo contra o mal para o nascituro
A palavra que rebenta a luz no mundo
Mas disso nada lhe pertence
Pois o pai nada mais é que instrumento
É como na música
Em que o que se ouve
Não é o timbre, o ritmo, tampouco o músico
Mas a própria imagem, o som, a alma
Que permeia o ar, a luz, tudo.”
Só quem é pai, filho, pode entender...
Feliz dia dos pais a todos os pais e filhos!
“Que acha de ser pai?”
Respondi indagando
“Não sei... O que é?”
Então um velho sábio me falou:
“É não ter a pretensão de ser...
Ser pai é lançar uma semente no mundo
Cuidar para que ela germine, cresça e floresça
É ser arco da flecha que a Vida lança
Por ser pai, não se compreende, ser
Mas sim estar
Porque será apenas a lança empunhada pelo divino universo
O escudo contra o mal para o nascituro
A palavra que rebenta a luz no mundo
Mas disso nada lhe pertence
Pois o pai nada mais é que instrumento
É como na música
Em que o que se ouve
Não é o timbre, o ritmo, tampouco o músico
Mas a própria imagem, o som, a alma
Que permeia o ar, a luz, tudo.”
Só quem é pai, filho, pode entender...
Feliz dia dos pais a todos os pais e filhos!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Parabéns Senado!
O Senado da República Federativa do Brasil.
Que República?
República significa: “Coisa do Povo” – do latim res publica.
Que povo?
Brasileiro...
Mas quem é o brasileiro?
Ah sim.
...
O brasileiro é aquele povo que ainda em sua maioria acredita em Deus, seja ele evangélico, católico, espírita, agnóstico, ubandista, enfim... Temos muitas maneiras de ver Deus.
O brasileiro é aquele povo que trata a riqueza de forma séria, costuma ser econômico e preserva a natureza, porque sabe que dela vem sua saúde e alimentação.
Ah, sim... Mas temos uma imagem totalmente diferente.
Isso porque a minoria que se diz rica... Mas é POBRE! Destrói nossas riquezas em troca de poucas outras industriais de países que se dizem desenvolvidos... Mas que na verdade são PRIMITIVOS.
Países que se vangloriam de grandes reservas de jóias, ouro, petróleo e cujos habitantes valorizam o luxo ao revés da simplicidade.
Que matam milhões por dia, de fome, de falta de saúde, de miséria, pra terem seus luxuosos concertos e óperas em teatros banhados de cristais e diamantes.
Enquanto isso, a corja palhaça do Senado, que se refere a uma casa de sábios, demonstra sua grande ESTUPIDEZ.
Quer controle sobre uma população que olha para eles e se pergunta... O que eles controlam?
Muita coisa.
Menos uma.
A alma brasileira. Que é a que, enquanto senadores esbravatam ofensas e ameaças uns aos outros, está beijando sua esposa ou esposo, preparando o café, contando os miúdos pra fazer a feira, olhando o filho dormir, enxugando o suor do trabalho.
Pois então. A alma brasileira se contenta com pouco. São muitos nobres simplórios que olham pra pequena massa porca e vaidosa desta terra se matando por nada. Nada. Pois as jóias, ouro, petróleo, álcool, bio-diesel (quem está mais para morte-diesel, mas esse é outro assunto), enfim... Toda essa pseudo-riqueza vai passar. Os anos vão passar. E quando passar, permanece o homem que sabe caçar, cultivar, que conhece as plantas e saber ler as estrelas.
Sim... O Senado inspira, a nobre e grande massa brasileira, realmente sábia. Pois nos mostra quão nobre são estes brasileiros.
Que República?
República significa: “Coisa do Povo” – do latim res publica.
Que povo?
Brasileiro...
Mas quem é o brasileiro?
Ah sim.
...
O brasileiro é aquele povo que ainda em sua maioria acredita em Deus, seja ele evangélico, católico, espírita, agnóstico, ubandista, enfim... Temos muitas maneiras de ver Deus.
O brasileiro é aquele povo que trata a riqueza de forma séria, costuma ser econômico e preserva a natureza, porque sabe que dela vem sua saúde e alimentação.
Ah, sim... Mas temos uma imagem totalmente diferente.
Isso porque a minoria que se diz rica... Mas é POBRE! Destrói nossas riquezas em troca de poucas outras industriais de países que se dizem desenvolvidos... Mas que na verdade são PRIMITIVOS.
Países que se vangloriam de grandes reservas de jóias, ouro, petróleo e cujos habitantes valorizam o luxo ao revés da simplicidade.
Que matam milhões por dia, de fome, de falta de saúde, de miséria, pra terem seus luxuosos concertos e óperas em teatros banhados de cristais e diamantes.
Enquanto isso, a corja palhaça do Senado, que se refere a uma casa de sábios, demonstra sua grande ESTUPIDEZ.
Quer controle sobre uma população que olha para eles e se pergunta... O que eles controlam?
Muita coisa.
Menos uma.
A alma brasileira. Que é a que, enquanto senadores esbravatam ofensas e ameaças uns aos outros, está beijando sua esposa ou esposo, preparando o café, contando os miúdos pra fazer a feira, olhando o filho dormir, enxugando o suor do trabalho.
Pois então. A alma brasileira se contenta com pouco. São muitos nobres simplórios que olham pra pequena massa porca e vaidosa desta terra se matando por nada. Nada. Pois as jóias, ouro, petróleo, álcool, bio-diesel (quem está mais para morte-diesel, mas esse é outro assunto), enfim... Toda essa pseudo-riqueza vai passar. Os anos vão passar. E quando passar, permanece o homem que sabe caçar, cultivar, que conhece as plantas e saber ler as estrelas.
Sim... O Senado inspira, a nobre e grande massa brasileira, realmente sábia. Pois nos mostra quão nobre são estes brasileiros.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
O “tecnicinismo” atual do ensino Universitário
“Coração, juventude e fé”... Quem já escutou (e escutou verdadeiramente) tais palavras mágicas nas melodias de Milton, entende o quanto esse sentimento faz parte do melancolismo nostálgico que vivem nossas universidades.
Muitos se perguntam o que realmente aconteceu? Por quais razões o ensino mudou tanto. Fica claro nos ataques à pessoa de José Dirceu e sua ascensão política fruto de lutas estudantis no regime militar.
Do que estou falando?
Bem, quem realmente procura uma linha de pensamento própria e crítica e não simplesmente reproduz as frases ditadas por reitores e professores sabe muito bem o que estou falando...
Que o ensino passou de uma tentativa de filosofia crítica e política para um calhamaço de papéis burocráticos que ensinam toda a técnica profissional, mas longe de ensinar o que fazer com essa técnica.
Muito menos de ensinar a pensar essa técnica, mas simplesmente reproduzi-la na esperança de ela seja melhorada por um simples arremedo tecnicamente melhorado.
Falta de vontade das instituições. Não, muita vontade de reprodução em alta escala de capital humano.
Não tenho pretensões de esgotar o assunto. Mas lançar uma pedra no lago, na teoria Taoísta que o impulso vale tanto quanto a onda que chega na praia do lago.
Fiquemos então com os “crimes pra comentar” e “samba pra distrair”, não é Chico?.
Boa diversão.
MEC-USAID[1]
Série de acordos produzidos, nos anos 1960, entre o Ministério da Educação brasileiro (MEC) e a United States Agency for International Development (USAID). Visavam estabelecer convênios de assistência técnica e cooperação financeira à educação brasileira. Entre junho de 1964 e janeiro de 1968, período de maior intensidade nos acordos, foram firmados 12, abrangendo desde a educação primária (atual ensino fundamental) ao ensino superior. O último dos acordos firmados foi no ano de 1976.
Os MEC-USAID inseriam-se num contexto histórico fortemente marcado pelo tecnicismo educacional da teoria do capital humano, isto é, pela concepção de educação como pressuposto do desenvolvimento econômico. Nesse contexto, a “ajuda externa” para a educação tinha por objetivo fornecer as diretrizes políticas e técnicas para uma reorientação do sistema educacional brasileiro, à luz das necessidades do desenvolvimento capitalista internacional. Os técnicos norte-americanos que aqui desembarcaram, muito mais do que preocupados com a educação brasileira, estavam ocupados em garantir a adequação de tal sistema de ensino aos desígnios da economia internacional, sobretudo aos interesses das grandes corporações norte-americanas. Na prática, os MEC-USAID não significaram mudanças diretas na política educacional, mas tiveram influência decisiva nas formulações e orientações que, posteriormente, conduziram o processo de reforma da educação brasileira na Ditadura Militar. Destacam-se a Comissão Meira Mattos, criada em 1967, e o Grupo de Trabalho da Reforma Universitária (GTRU), de 1968, ambos decisivos na reforma universitária (Lei nº 5.540/1968) e na reforma do ensino de 1º e 2º graus (Lei nº 5.692/1971).
Para o estudo dos acordos MEC-USAID, é fundamental consultar as obras de José Oliveira Arapiraca, A USAID e a educação brasileira: um estudo a partir de uma abordagem crítica da teoria do capital humano (1982); Ted Goertzel, MEC-USAID: ideologia de desenvolvimento americano aplicado à educação superior brasileira (1967); Márcio Moreira Alves, O beabá dos MEC-USAID (1968).
Sobre os impactos históricos dos MEC-USAID na educação brasileira, ver: Otaíza Romanelli, História da educação no Brasil (1978); Luiz Antônio Cunha e Moacyr de Góes, O golpe na educação (1985); Francis Mary Guimarães Nogueira, Ajuda externa para a educação brasileira: da USAID ao Banco Mundial (1999).
Muitos se perguntam o que realmente aconteceu? Por quais razões o ensino mudou tanto. Fica claro nos ataques à pessoa de José Dirceu e sua ascensão política fruto de lutas estudantis no regime militar.
Do que estou falando?
Bem, quem realmente procura uma linha de pensamento própria e crítica e não simplesmente reproduz as frases ditadas por reitores e professores sabe muito bem o que estou falando...
Que o ensino passou de uma tentativa de filosofia crítica e política para um calhamaço de papéis burocráticos que ensinam toda a técnica profissional, mas longe de ensinar o que fazer com essa técnica.
Muito menos de ensinar a pensar essa técnica, mas simplesmente reproduzi-la na esperança de ela seja melhorada por um simples arremedo tecnicamente melhorado.
Falta de vontade das instituições. Não, muita vontade de reprodução em alta escala de capital humano.
Não tenho pretensões de esgotar o assunto. Mas lançar uma pedra no lago, na teoria Taoísta que o impulso vale tanto quanto a onda que chega na praia do lago.
Fiquemos então com os “crimes pra comentar” e “samba pra distrair”, não é Chico?.
Boa diversão.
MEC-USAID[1]
Série de acordos produzidos, nos anos 1960, entre o Ministério da Educação brasileiro (MEC) e a United States Agency for International Development (USAID). Visavam estabelecer convênios de assistência técnica e cooperação financeira à educação brasileira. Entre junho de 1964 e janeiro de 1968, período de maior intensidade nos acordos, foram firmados 12, abrangendo desde a educação primária (atual ensino fundamental) ao ensino superior. O último dos acordos firmados foi no ano de 1976.
Os MEC-USAID inseriam-se num contexto histórico fortemente marcado pelo tecnicismo educacional da teoria do capital humano, isto é, pela concepção de educação como pressuposto do desenvolvimento econômico. Nesse contexto, a “ajuda externa” para a educação tinha por objetivo fornecer as diretrizes políticas e técnicas para uma reorientação do sistema educacional brasileiro, à luz das necessidades do desenvolvimento capitalista internacional. Os técnicos norte-americanos que aqui desembarcaram, muito mais do que preocupados com a educação brasileira, estavam ocupados em garantir a adequação de tal sistema de ensino aos desígnios da economia internacional, sobretudo aos interesses das grandes corporações norte-americanas. Na prática, os MEC-USAID não significaram mudanças diretas na política educacional, mas tiveram influência decisiva nas formulações e orientações que, posteriormente, conduziram o processo de reforma da educação brasileira na Ditadura Militar. Destacam-se a Comissão Meira Mattos, criada em 1967, e o Grupo de Trabalho da Reforma Universitária (GTRU), de 1968, ambos decisivos na reforma universitária (Lei nº 5.540/1968) e na reforma do ensino de 1º e 2º graus (Lei nº 5.692/1971).
Para o estudo dos acordos MEC-USAID, é fundamental consultar as obras de José Oliveira Arapiraca, A USAID e a educação brasileira: um estudo a partir de uma abordagem crítica da teoria do capital humano (1982); Ted Goertzel, MEC-USAID: ideologia de desenvolvimento americano aplicado à educação superior brasileira (1967); Márcio Moreira Alves, O beabá dos MEC-USAID (1968).
Sobre os impactos históricos dos MEC-USAID na educação brasileira, ver: Otaíza Romanelli, História da educação no Brasil (1978); Luiz Antônio Cunha e Moacyr de Góes, O golpe na educação (1985); Francis Mary Guimarães Nogueira, Ajuda externa para a educação brasileira: da USAID ao Banco Mundial (1999).
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Tremor Exagerado - 5a Parte
...5...
“Não... De forma alguma. Realmente o cigarro não faz bem, assim como a cafeína em excesso – e não é só o café que contem essa substância...”
“Mas eu só gosto de café...” Responde Ian ao psiquiatra.
“Sim, mas como dizia, a Epilepsia não é uma doença, segundo alguns estudos, que se adquire durante a vida, mas é resultante de fatores congênitos. De alguma forma se manifesta mediante uma espécie de gatilho. Por isso, Ian, recomendo a terapia com psicólogo ou psicanalista, além da medicação que estou te passando, é claro.”
A descrição do estado atual de saúde não agrada ao rapaz. Ele se indaga: “Quem é esse homem, que pensa que pode me conhecer tanto assim? Mas de alguma forma tem razão, pois de onde viriam tantos tremores estranhos?” E continua a escutar a exposição.
Os minutos se passam, Ian se dirige com Perla à farmácia para adquirir o medicamento. Arnaldo foi cuidadosamente convidado a não se juntar a eles, sob o pedido do enfermo.
Ian não pensava em outra coisa, senão em explorar o novo universo que se abria. Interessava-se sobre o doente mental como não havia feito antes. E já imaginava novas formas e cores para compor.
Após a farmácia e tomar a medicação sob os cuidados de Perla, Ian se dirige com a amiga para o Ateliê.
Ao chegar ele a agradece. Ela o olha tenramente. Eles não compreendem muito bem o que se passa. De repente a amizade tomava um rumo diferente. Um carinho superior nascia entre os dois. Interessante, pois Ian não se sentia querido por alguém há muito tempo. Desde que aos oito anos de idade perdera a mãe.
Se sente invadido e deixa acontecer a invasão. Perla o beija no rosto. Ian escorrega os lábios para os dela. E o amor flui com naturalidade. Quando percebem estão atônitos com o que aconteceu. Uma transa singela, doce, mas ao mesmo tempo vigorosa e quente.
“Mas eu só gosto de café...” Responde Ian ao psiquiatra.
“Sim, mas como dizia, a Epilepsia não é uma doença, segundo alguns estudos, que se adquire durante a vida, mas é resultante de fatores congênitos. De alguma forma se manifesta mediante uma espécie de gatilho. Por isso, Ian, recomendo a terapia com psicólogo ou psicanalista, além da medicação que estou te passando, é claro.”
A descrição do estado atual de saúde não agrada ao rapaz. Ele se indaga: “Quem é esse homem, que pensa que pode me conhecer tanto assim? Mas de alguma forma tem razão, pois de onde viriam tantos tremores estranhos?” E continua a escutar a exposição.
Os minutos se passam, Ian se dirige com Perla à farmácia para adquirir o medicamento. Arnaldo foi cuidadosamente convidado a não se juntar a eles, sob o pedido do enfermo.
Ian não pensava em outra coisa, senão em explorar o novo universo que se abria. Interessava-se sobre o doente mental como não havia feito antes. E já imaginava novas formas e cores para compor.
Após a farmácia e tomar a medicação sob os cuidados de Perla, Ian se dirige com a amiga para o Ateliê.
Ao chegar ele a agradece. Ela o olha tenramente. Eles não compreendem muito bem o que se passa. De repente a amizade tomava um rumo diferente. Um carinho superior nascia entre os dois. Interessante, pois Ian não se sentia querido por alguém há muito tempo. Desde que aos oito anos de idade perdera a mãe.
Se sente invadido e deixa acontecer a invasão. Perla o beija no rosto. Ian escorrega os lábios para os dela. E o amor flui com naturalidade. Quando percebem estão atônitos com o que aconteceu. Uma transa singela, doce, mas ao mesmo tempo vigorosa e quente.
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